Incompetência tem nome de funcionário Ontem depois de ler sobre mais uma atitude de incompetência com relação ao processo de seleção de materiais de apoio à leitura dos escolares paulistas não me contive e escrevi: "A seleção de materiais escolares exige pessoas equilibradas, responsáveis e sobretudo críticas acerca do que examinam. É inadmissível que dentro de uma comissão não tenha alguém com os requisitos elementares para avaliar ajustes cognitivos e fruição natural da leitura por crianças e adolescentes; que sejam, portanto, exonerados. A reportagem 'Livro para adolescentes é entregue a crianças em SP' (Cotidiano, ontem) não deixa espaço a qualquer tolerância com os membros dessa comissão." DORALICE ARAÚJO, professora de redação (Curitiba, PR) " Para minha grata surpresa o texto saiu hoje no Painel do Leitor(versão on-line) da Folha de S.Paulo; gostei - e você? Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 14h34
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Por que a escola pública ficou deteriorada, presidente? Lamento discordar do presidente Lula; ele declarou que a deterioração da escola pública é culpa da classe média. A afirmação foi feita durante o lançamento do Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação, que pretende criar 330 mil vagas de graduação para professores do ensino público, nesta quinta (28), em Brasília, segundo nota na Folha on-line. Na opinião do chefe da nação a deterioração da escola pública é culpa de quem matriculou os filhos no ensino privado. Eita! é bom e urgente que os professores de História e os analistas de plantão da história da educação nacional peçam a palavra, porque o presidente está equivocado. Devemos sim à famosa democratização do ensino, ao contrário de oportunizar condições educacionais melhores para os jovens brasileiros acabou por lhes tirar o orgulho de estudar num ambiente público, pelo menos no que correspondia ao que hoje denominamos de ensino médio. As razões para o colapso educacional estão em outro lugar, não na classe média. Historicamente há necessidade de esclarecimentos, caso contrário a fala presidencial soará como algo derivado de um escapismo, ao som do apupo da plateia. Estudei a vida inteirinha na escola pública, antes dessa tal de democratização. Sou do grupo escolar, ginásio e curso de normalista - e a maior parte do que sei aprendi nessa boa época; depois já na graduação fui percebendo que algo estava acontecendo; na pós-graduação convivi com o debate acalorado sobre o avanço desenfreado do livro didático no interior das escolas públicas brasileiras; o começo desse colapso do qual avistamos hoje: crianças e jovens que não sabem ler, nem escrever no próprio idioma. Vou aguardar as notícias da manhã, porque depois de ler sobre essa declaração fiquei até com um baita sono. Até mais tarde!
Escrito por Doralice Araújo às 23h54
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A formação dos professores A Folha de S.Paulo hoje oferece destaque a um dos temas preferidos desta professora; dê uma olhada em parte da capa do jornal aqui reproduzida.  Há muito tenho reclamado dessa questão; como pode alguém intermediar a educação se os limites conceituais que amealhou são raquíticos? É querer tirar leite de pedra para ser bem franca. A educação de qualidade é uma jóia preciosa; é lapidada constantemente - e o professor responsável sabe dessa necessidade, mas os governos, tanto nos municípios e estados fizeram vista grossa às causas e aos resultados que avistaram durante as últimas três décadas. O colapso educacional já estava se avizinhando e nem as instâncias governistas, nem as instituições que formam professores estiveram atentas ao perigo, quase indomável. Confira os excertos que dimensionam a gravidade da situação atual e a solução imediata, proposta pelo MEC, segundo a reportagem da sucursal da Folha em Brasília: > A gravidade estampada em números: " Dos professores de quinta a oitava série do país, 26,6% não têm a habilitação legal exigida para dar aulas nesse nível, que é diploma de ensino superior com licenciatura. Do total de docentes desse nível, 21,3% não têm nenhuma graduação e 5,3% têm diploma superior, mas sem a licenciatura. O retrato é do censo da educação básica de 2007 feito pelo Inep, o instituto de pesquisas ligado ao MEC. Pela primeira vez, foram identificados dados individuais do universo de 1,8 milhão de docentes de escolas públicas e particulares do país. Para quem trabalha até a quarta série, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, determina como formação mínima o curso normal (de formação de professores) de nível médio ou um curso superior com licenciatura. Da quinta série ao ensino médio, a exigência é ter nível superior com licenciatura. Entre os docentes, há até uma parcela que só estudou até a oitava série: 0,8% do total. Sem a qualificação mínima exigida, esses profissionais dão aula para cerca de 600 mil alunos -ou 1% das matrículas-, segundo o levantamento."
> A solução vinda do gabinete ministerial: "MEC: PROJETO DE LEI EXIGIRÁ LICENCIATURA
O MEC enviará ao Congresso um projeto que exigirá de todos os professores do ensino fundamental a formação em algum curso superior com licenciatura. Hoje, a lei admite o curso normal de nível médio (antigo magistério), que continuaria valendo para quem atua em creche e pré-escola. Serão criadas 310 mil vagas em universidades públicas de 21 Estados para professores sem a formação legal ou graduados em áreas diferentes das que atuam."
Minha determinante história de estagiária Antes do final da década de 80, quando, após ter concluido o meu curso de magistério( equivalente ao ensino médio de hoje) e já universitária da licenciatura em Letras, tomei contato com essa dura realidade. Sabe qual foi o maior indício? Eu e meus colegas da universidade federal fazíamos estágio em escolas públicas muito pobres, em bairros humildes de Belém; a cada dia de estágio uma constatação: as atividades docentes eram de pura memorização; não havia reflexão sobre conceitos, nem aplicabilidade nas questões do cotidiano, o que nos incomodava bastante. Quando comecei a dar aulas tratei imediatamente de não repetir essa prática e fazia meu próprio material - e, assim que alcancei maior segurança , aboli completamente os livros didáticos. O assunto, prezado leitor, é da maior importância nacional; acompanhe atentamente e faça comparações com a sua época de estudante, assim como troque conversa com pessoas ligadas à escola pública do seu bairro, região ou estado . Eu ficarei ainda mais de olho, porque para mim a educação é o maior legado que se pode se pode deixar às gerações futuras - e qualquer mudança que promova boas condições educacionais aos que mais necessitam será sempre bem-vinda, mas igualmente analisada com a a juda dos especialistas que estão seriamente de plantão. Refletir sobre a formação dos professores é o primeiro passo, mas ainda faltam três grandes obstáculos: as condições materiais de trabalho e remuneração, o respeito e crédito profissional à categoria, assim como o necessário apoio da sociedade às práticas educacionais coletivas. Há muito para ajustar, mas já estamos no bom caminho da reflexão. Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 09h24
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Quatro anos de blog! Este blog fez quatro anos de existência no último dia 1º de maio, mas eu nem percebi a passagem do seu aniversário; foi um dos meus poucos leitores que fez a constatação, via e-mail. De lá para cá as diferenças são visíveis: aprendi a inserir links e imagens, além de diminuir a extensão das postagens, porque não convém exigir muito tempo de leitura pelo visitante; a vida é corrida e os nossos envolvimentos virtuais não devem ganhar mais espaço na rede do que aqueles que são reais, concorda, meu prezado leitor? Continuo com poucos leitores; dá para contar nos dedos das mãos os que apareceram aqui nesses quatro anos; alguns chegaram, deixaram um comentário e nunca mais voltaram, mas fazer o que...; é pela constância que marcamos um espaço, não é mesmo? Eu também já andei sumida e reapareci várias vezes, mas quando volto as postagens saem com vigor, concorda?  Hoje, se pudesse convidaria para tomar um café o Valdir, a Leila, a Doris, o Onizes, o Nereu, o Marcelo Katsuki, a Ana Estela, o Marcelo Coelho, o Sérgio Bastos e talvez mais dois leitores que já declaram presente na caixinha de comentários. Eu os levaria ai nesse curitibano café que você agora avista, bem na esquina da Rua Carlos de Carvalho com a Rua Ermelino de Leão, esta última onde mantenho atualmente o meu Curso de Redação Profª Doralice Araújo - ; eu não deixaria certamente de providenciar uma boa quantidade de biscoitinhos de castanha-do-pará , bombons de cupuaçu, tapioquinhas na manteiga, além de um bolo, uma torta de bacuri e algumas garrafas de guaraná Garoto para comemorar a existência desta página e também os resultados obtidos; tenho certeza de que todos iriam gostar, no entanto, o festejo será virtual - e, desde agora bom apetite a todos. Até a próxima postagem e ao próximo aniversário!
Escrito por Doralice Araújo às 15h24
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Obama surpreende e cativa ainda mais Não sei se você leu a coluna do imperdível Elio Gaspari; ela é reproduzida na Folha e na Gazeta do Povo e certamente em outros jornais no Brasil afora. Sabe o que ele diz hoje? Que " o companheiro Obama fez mais uma daquelas que deixam as pessoas felizes por vê-lo na presidência dos Estados Unidos. No dia da homenagem aos americanos que morreram nas guerras de seu país, mandou colocar uma coroa de flores no monumento aos negros combatentes da Guerra Cívil, uma briga na qual morreram 620 mil soldados."  Você sabe qual a diferença assinalada por esse gesto? Segundo ainda o lúcido Gaspari, que não deixa passar nada em brancas nuvens: " O companheiro Obama herdou a provocação, típica do radicalismo de seu antecessor. Houve uma guerra civil e a facção escravocrata capitulou; criou-se uma celebração do reencontro e Bush recriou a homenagem aos sediosos. Um longo documento assinado de 60 professores pediu ao companheiro que suspendesse a homenagem aos confederados. Na lista vinha James MacPherson, notável historiador da guerra." E diz mais: " Se Obama não mandasse a coroa poderia seer acusado de reabrir feridas centenárias.(...). Inteligente e sagaz Obama fez o seguinte: " Criou uma nova tradição e mandou flores também para o monumento aos duzentos mil soldados negros que lutaram na Guerra Civil. " Sabe o resultado disso tudo, prezado leitor: Obama marcou mais um ponto na História - e desta vez com um destaque luminoso, desses que ninguém consegue esquecer. Não deixe também de admirar o belo trabalho do meu conterrâneo, o JBosco, na carica que ele fez para Obama; uma belezura, concorda? Se quiser ver os trabalhos mais recentes do cartunista paraense clique no link indicado à esquerda; há humor e finissima ironia à vontade. Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 10h05
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A gripe anual Não sei você, prezado leitor, mas estou vitimada pela gripe; não a suina, mas a gripe que nos ataca a cada ano. Desta vez estou literalmente de cama; combalida pelo mal-estar geral que nos acontece diante dessa influenza tão desagradável. Eita período maldito caracterizado pelos olhos lacrimejantes, garganta pra lá de inflamada, tosse recorrente , febre e moleza corporal ilimitada, sintomas que impedem qualquer pessoa agir com normalidade. Fui obrigada a suspender as minhas aulasde hoje, porque não quero contagiar meus jovens alunos. Aqui em Curitiba o tempo esfriou e junto veio um período de chuva e a sensação de umidade é geral - e a ai na sua cidade? Como está o tempo? Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 09h17
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O espetacular trânsito online Não tenho nenhuma dúvida de que a internet é uma operadora de fenômenos culturais- e você, o que acha? A cada link que ofereço em um blog aproximo mais gente; alguns, depois de serem linkados retribuem a visita estabelecendo assim uma espécie de cadeia da boa vizinhança. É impossível ignorar quem abre o caminho para um blogueiro, um texto de reportagem , uma imagem bem clicada ou qualquer informação que valha a pena divulgar na rede. Todos os dias eu confirmo que os caminhos empreeendidos na internet aproximam as minhas distâncias geográficas e de convivência humana; quer um exemplo inconteste? Você, prezado leitor. Ate a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 01h02
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As HQs na escola Você leu hoje a edição de domingo da Folha de S. Paulo? Não? Se você é um dos meus 3 leitores não deixe de examinar a coluna do ombudsman do jornal, o jornalista Carlos Eduardo Lins e Silva. Quer saber por quê? Ele referenda um texto que escrevi para o Na Mira do Leitor, a página que mantenho no portal da Gazeta do Povo. Fiquei contente, afinal não é todo o dia que alguém tão criterioso espalha aos quatro cantos uma notícia estimulante. O assunto? O uso de HQs na escola. Para ler a Folha sem ser assinante do jornal ou do UOL basta fazer um cadastro no e-mail da Folha ; experimente e amplie as suas informações. Clique no link UOL à esquerda e depois na Folha online e logo avistará no canto superior direito da tela do seu PC a indicação e-mail folha. Não há o que errar. Até qualquer hora!
Escrito por Doralice Araújo às 20h34
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