O desconhecimento da realidade brasileira O desconhecimento das peculiaridades das várias regiões brasileiras pelos que aqui nascem e vivem não me deixa apreciar satisfatoriamente a reportagem “Nas salas de aula do mundo”, de Mariana Bergel( FSP, Folhinha, 8 de agosto). Explico mais: crianças do Sul e Sudeste não sabem exatamente como vivem as do Norte, Nordeste e Centro - Oeste. Regidas por climas e contingências diferentes o conhecimento das crianças brasileiras sobre uma das outras é certamente incipiente. Talvez a Folhinha, que presta um inegável serviço à criança brasileira, deva olhar mais para o território nacional e com a ajuda dos seus correspondentes locais fazer uma radiografia da criança nos ambientes escolares Brasil afora – e depois compará-la com as de outras nações. Fica a observação e a sugestão, afinal para quem conhece as regiões brasileiras e sabe da imensa diversidade de condições não consegue ver sentido em aprender primeiro o que há no exterior, concorda comigo, prezado leitor? Você recorda das notícias da pequena e escondida cidade de Barra do Chapéu, quando as crianças mostraram resultados surpreendentes na Prova Brasil? Foi um exemplo espetacular. Ganhou as páginas dos jornais e revistas de grande circulação e foi até assunto de prova de vestibular, aqui no Paraná. Sabe lá quantas boas histórias não deixaram de ser contadas porque pouco se olha para o interior do Brasil? Há um olhar de estrangeiro na maioria das matérias sobre a realidade brasileira. Eu sou da Amazônia, moro há anos no Sul e Sudeste e ao voltar à região Norte sinto enormes diferenças na qualidade da informação, por isso gosto de textos que trazem a cor local, o que os competentes correspondentes das revistas e dos jornais saberão elaborar melhor, porque estão mergulhados na realidade local. Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 09h47
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Ocorrências nauseantes no Senado Federal
Sou professora de Redação e costumo realizar uma seleção criteriosa dos textos publicados na Folha de S.Paulo. A finalidade? Disseminar informações e apontar aos meus alunos acertos comunicativos e, sobretudo o bom uso dos recursos textuais. Pois bem, vez por outra recorro à coletânea para rever a história dos acontecimentos da cena política, tema arroz com feijão no noticiário. Hoje recupero um excerto de Cadeira ou caldeirão, de Eliane Cantânhede(FSP, Opinião, 19/6/2007); veja lá, prezado leitor: “A história recente adverte: presidir o Senado faz mal à saúde. No mínimo, atrai urucubaca (toc,toc,toc). No máximo, o presidente fica exposto e, se tem o rabo preso, a coisa pode ficar feia. Os últimos presidentes do Senado estiveram, em maior ou menor grau, enrolados com suspeitas e denúncias, enquanto ocupavam a cadeira ou logo depois de saírem dela.” 
( Com autorização do autor: http://jboscocartuns.blogspot.com/) A colunista da Folha continua acertando todas; o texto é de dois anos atrás, mas continua atualíssimo, porque mudam os personagens, mas as ocorrências nauseantes são as mesmas, concorda comigo, prezado leitor?.
Escrito por Doralice Araújo às 23h25
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Teimosia dispensável Aponte, prezado leitor, um argumento que justifique convincentemente a teimosia de José Sarney. Ficar na presidência do Senado, sob a indignação coletiva faz até mal a uma pessoa de idade avançada. Um mínimo de auto-estima seria esperado, concorda comigo?
Escrito por Doralice Araújo às 18h04
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