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Concessões sem mérito A manchete da Folha de S. Paulo de hoje teve o dom de exercer uma provocação em mim ; veja lá, prezado leitor, o que você pensa quando lê: Em meio à crise, Lula dá rádio a filho de Renan? Os políticos não percebem a necessidade do mérito; basta desejar e vão lá, abocanham o que desejam e, se por acaso surge algum impedimento terminam por conseguir uma brecha em direção à concessão do que aspiram com a ajuda dos seus cupinchas. Os exemplos são históricos; aprendemos a vê-los durante a concessão das capitanias hereditárias e eles foram tão bem aceitos que a prática de favorecimento aos parentes ganhou o olhar complacente do cidadão. Para mim não há outro remédio diante dessa falta de senso de justiça: o troco nas urnas; se depender de mim ninguém se reelege - e, você, vai proporcionar o bem e o bom-bocado aos que militam na política municipal, estadual e federal? Pense bem. Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 09h27
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Sem o selo de qualidade educacional No editorial Reaprender a ensinar ( Folha, 11 de agosto) ficou, infelizmente de fora a ênfase à necessidade de uma ampla pesquisa nos cursos de Pedagogia, requisito legal para que o licenciado seja contratado para ministrar aulas às crianças, tanto da pré-escola quanto das primeiras quatro séries do ensino fundamental. É uma hipótese, mas a prática mostra que ela deverá confirmar o que de fato coloca a perder a educação de qualidade no Brasil. Sem formação suficiente, sobretudo com relação à orientação de leitura e escrita, o professor das primeiras séries escolares fará arranjos, improvisações e contribuirá para esse passinho de tartaruga no qual estamos até hoje no quesito educação. Não sei se o leitor sabe, mas a partir da 5ª série do ensino fundamental o estudante recebe orientação de professores licenciados em disciplinas específicas, tais como Matemática, Física, Língua Portuguesa, História, Educação Artística e por ai vamos. Há em tese especificidade no conhecimento, no preparo e na atuação em sala de aula, mas a realidade nem sempre está sincronizada com a teoria. Muitos não dominam com maestria a matéria e levam na improvisação as aulas. O prejuízo é visto, sobretudo na travessia de um nível para o outro, ou seja, do ensino fundamental para o médio e deste para o universitário, quando o estudante, sobretudo egresso da escola pública, tenta um vestibular concorrido e não consegue ser aprovado, exceto quando as famigeradas cotas entram em ação, mas neste ponto a conversa é outra. De nada adiantarão as aulas de didática se a formação teórica específica não alimentar a atividade docente. Sem teorias e reflexões criteriosas a prática docente não passará de improvisãção educacional - e desta o país está farto. Será que o leitor tem viva a lembrança dos seus professores que de fato ensinavam bem? Eu tenho e posso citar seus nomes com orgulho e saudade de aluna agradecida: Aurélia Duarte, Celina Tobias Bentes da Silva, Noêmia Frazão, Tomásia Fernandes( nos primeiros anos de escola), Artur Bogéa( no curso de Magistério), Meirevaldo e Margarida Paiva, Vilma Cruz e Leopoldina Araújo( na graduação em Letras, na Ufpa) , Ezequiel Teodoro da Silva , Rubem Alves, Newton Balzan, Evaldo Vieira e Eni Orlandi entre outros( na pós-graduaçao, na Unicamp), todos como o leitor pode comprovar na boa e antiga escola pública de décadas anteriores. Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 09h35
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Mãe & Mestra Hoje boa parte do Folhateen, encartado na Folha, está bem interessante e não vou negar que a reportagem Mae & Mestra prendeu logo a minha atenção de leitora exigente. Gostei. Talvez por exercer as duas funções e reunir experiências semelhantes com as vividas pelos personagens da reportagem. Até a próxima!
Escrito por Doralice Araújo às 11h20
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